Perguntas mais comuns.
Entre tantas notícias relacionadas ao lançamento de distribuições e softwares abertos em geral, uma questão recorrente é sobre a remuneração dos programadores, afinal, toda a ideia de software "livre", "open-source" ou "free" é muito bonita, mas como fica a coisa na prática?
Como é o
retorno financeiro de desenvolvedores de softwares livres, ou se não
há nenhum lucro pelo software desenvolvido; Como funciona o
lucro desses programadores?
Existem
várias categorias de desenvolvedores. Quando se começa a
desenvolver, muitos resolvem iniciar algum pequeno projeto, com o
objetivo de aprender. Pode ser um conjunto de scripts, algum tipo de
aplicação web, algum novo editor de textos, ou qualquer coisa do
gênero. Neste caso o objetivo é simplesmente ganhar experiência ou
aprender, uma forma mais criativa de praticar do que ficar repetindo
exercícios chatos. Manter um pequeno projeto também é uma boa
forma de fazer contatos que podem abrir algumas portas mais tarde.
Em seguida temos os programadores profissionais, aqueles que
já estudaram e já têm experiência. Muitos deles começaram com
pequenos projetos, que com o tempo se transformaram em grandes
projetos. Neste caso, eles podem muito bem ganhar a vida prestando
consultoria (tanto para seu próprio programa, quanto usando sua
carga de experiência para desenvolver novas soluções) ou até
mesmo dando treinamentos e/ou suporte.
Para quem não quer
ganhar a vida trabalhando como autônomo, existe a possibilidade de
ir trabalhar em alguma grande empresa, que possua ou pretenda
implantar projetos dentro da sua área de especialização. O campo
de trabalho aqui é grande, pois abrange desde empresas que estão
fazendo programas piloto para o uso de Linux ou aplicativos como o
OpenOffice.org e precisam de suporte para os usuários, até o caso
de empresas de hospedagem que precisam de especialistas em redes e
servidores, passando por todo tipo de trabalho de desenvolvimento,
suporte ou criação de soluções.
Normalmente as
boas oportunidades não são anunciadas no jornal nem em sites de
currículo. Cargos importantes exigem pessoas de confiança e a forma
mais comum de encontrá-las é através de indicações. Neste ponto,
a rede de contatos cultivada ao longo da sua vida profissional e o
fato de você ter alcançado algum reconhecimento em projetos
anteriores pode ser o diferencial.
O mais importante para
quem trabalha com Linux ou outros sistemas abertos é não cair na
armadilha da militância. Tenha em mente que software é ferramenta,
o objetivo é resolver os problemas do seu cliente, não empurrar uma
solução deficiente só por que ela é "livre". Escolha
suas batalhas. Se não existir nenhum software aberto que atenda à
necessidade e você não tem condições de desenvolver ou adaptar
nenhum, não hesite em indicar alguma solução proprietária que
seja capaz de resolver o problema ou mesmo indicar outro
profissional que entenda mais do assunto.
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